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Velocidade do site: quanto custa 1 segundo a mais? (dados reais)

Velocidade do site em números: a Vodafone vendeu 8% mais com uma página mais rápida. Veja o que os dados mostram, como medir e o que corrigir primeiro.

Capa do artigo Quanto custa 1 segundo a mais, sobre velocidade do site, com arcos rosa e ciano sobre fundo escuro.

Imagine duas páginas idênticas: mesmo texto, mesmas fotos, mesma oferta, mesmo botão. Metade dos visitantes cai numa, metade na outra. A única diferença é que uma carrega mais rápido. Parece detalhe técnico, mas foi exatamente o teste que a Vodafone fez, e a página mais rápida gerou 8% mais vendas.

A velocidade do site é o tipo de problema que o dono do negócio não vê. Ele abre o site no Wi-Fi do escritório, num computador bom, e tudo parece rápido. O cliente abre no celular, com 4G fraco, no meio da rua, e espera. E espera. E volta para o Google. Neste artigo, você vai ver o que os dados realmente mostram sobre o custo de cada segundo, como medir o seu site em dois minutos e o que corrigir primeiro.

Pontos principais

  • Num teste A/B com páginas visualmente idênticas, a versão mais rápida da Vodafone vendeu 8% mais.
  • Um estudo da Deloitte para o Google observou que 0,1 segundo a menos no celular veio acompanhado de 8,4% mais conversões no varejo.
  • Segundo o Google, cerca de metade dos visitantes sai de um site móvel que demora mais de 3 segundos para carregar.
  • O Google define metas objetivas: LCP de até 2,5 s, INP de até 200 ms e CLS de até 0,1.
  • Quem paga por clique e manda o visitante para uma página lenta está pagando por gente que nem vê a oferta.

O teste da Vodafone: mesma página, mais vendas

O caso foi publicado pelo próprio Google no web.dev, em março de 2021. A Vodafone criou duas versões de uma landing page. As duas eram visualmente e funcionalmente idênticas. A versão A foi otimizada para as métricas de experiência do Google (os Core Web Vitals) e ficou com o carregamento do maior elemento da tela 31% melhor medido com usuários reais. A versão B ficou como estava (caso Vodafone no web.dev).

O tráfego veio de mídia paga: display, aplicativos, busca e redes sociais. Metade foi para cada versão, com cerca de 100 mil cliques por dia em cada uma. Resultado da versão mais rápida:

  • 8% mais vendas no total;
  • 15% de melhora na taxa de leads por visita;
  • 11% de melhora na taxa de visitantes que chegaram ao carrinho.

E o que a Vodafone mudou? Nada de mágico. Passou parte do processamento de um componente do navegador para o servidor, entregou o HTML principal já pronto e otimizou imagens: redimensionou a imagem de destaque, otimizou SVGs e PNGs e deixou de carregar imagens que ainda não apareciam na tela.

Você sabia? Nesse teste, o anúncio, a oferta e o design eram os mesmos nas duas versões. Os 8% vieram só da velocidade. É dinheiro que estava sendo perdido em silêncio.

Cronômetro prateado sobre fundo preto, medindo cada décimo de segundo da velocidade do site.

Milissegundos valem milhões: o estudo da Deloitte

Um caso pode ser sorte. Por isso o Google encomendou à Deloitte um estudo maior, chamado Milliseconds Make Millions. Durante quatro semanas, a consultoria analisou dados de sites móveis de marcas de varejo, viagens, luxo e geração de leads na Europa e nos Estados Unidos (estudo da Deloitte).

O que foi observado quando o site móvel ficou 0,1 segundo mais rápido:

Segmento O que melhorou
Varejo Conversões +8,4% e valor médio do pedido +9,2%
Viagens Conversões +10,1% e valor médio do pedido +1,9%
Luxo Páginas vistas por sessão +8,6%
Geração de leads Taxa de rejeição das páginas informativas 8,3% melhor

Um cuidado honesto: o estudo mede correlação, não prova de causa. Sites mais rápidos tendem a ser de empresas que cuidam melhor de tudo. Mesmo assim, a direção é a mesma do teste controlado da Vodafone, e é consistente: mais rápido costuma significar mais resultado.

Pense no tamanho da diferença. Um décimo de segundo é mais rápido que um piscar de olhos. Agora imagine o efeito de um site que demora três, quatro ou cinco segundos a mais do que deveria.

Metade das pessoas desiste em 3 segundos

Na Central de Ajuda do Google Ads, o Google afirma que aproximadamente metade dos visitantes sai de um site móvel quando a página leva mais de três segundos para carregar. Na mesma página, diz que, quando um site não é otimizado para celular, os visitantes têm cinco vezes mais chances de sair dele (Ajuda do Google Ads).

Para quem anuncia, isso dói em dobro. O clique já foi pago. Se a pessoa desiste antes de a página aparecer, você pagou por um visitante que nunca viu a sua oferta. E não para por aí: o Google considera a experiência na página de destino um dos componentes do Índice de Qualidade dos anúncios de pesquisa (Sobre o Índice de Qualidade). Se a sua campanha tem cliques e não tem contatos, a velocidade é uma das primeiras coisas a olhar, junto com os outros pontos de quando o Google Ads não converte.

Painel de carro com velocímetro aceso, comparando a velocidade do site com a de um motor.

Core Web Vitals: as 3 métricas que o Google usa

Velocidade não é uma coisa só. O Google resume a experiência de carregamento em três métricas, os Core Web Vitals, com metas claras (Web Vitals no web.dev):

  1. LCP (Largest Contentful Paint): quanto tempo o maior elemento da tela, geralmente a imagem de destaque ou o título, leva para aparecer. Meta: até 2,5 segundos.
  2. INP (Interaction to Next Paint): quanto tempo a página demora para responder quando a pessoa toca num botão ou menu. Meta: até 200 milissegundos.
  3. CLS (Cumulative Layout Shift): quanto a página "pula" enquanto carrega, aquele botão que muda de lugar na hora do toque. Meta: até 0,1.

O Google recomenda medir essas metas no percentil 75 dos acessos, separando celular e computador. Em português claro: não basta o site ser rápido para você. Ele precisa ser rápido para a maioria dos seus visitantes reais.

Como medir a velocidade do site em 2 minutos

  1. Abra o PageSpeed Insights, a ferramenta gratuita do Google.
  2. Cole o endereço da página que recebe mais visitas ou anúncios, não só a página inicial.
  3. Olhe primeiro o resultado de celular. É onde está a maior parte do seu público e onde os problemas aparecem.
  4. Se houver dados de usuários reais no topo, priorize esses. A nota de laboratório, logo abaixo, serve para diagnóstico.
  5. Anote as três métricas (LCP, INP e CLS) e as principais oportunidades listadas.

Você sabia? A nota de 0 a 100 é a parte menos importante do relatório. Uma página pode ter nota mediana e passar nas três métricas com usuários reais. Foque nas métricas, não no número colorido.

O que mais deixa um site lento (e como corrigir)

Na prática, a maioria dos sites lentos de pequenas empresas tem as mesmas causas:

  • Imagens gigantes. Foto de 4 MB direto da câmera numa página que exibe 800 pixels. Redimensione, use formatos modernos como WebP e carregue só o que aparece na tela, como fez a Vodafone.
  • Excesso de plugins e scripts. Chat, pop-up, três pixels de anúncio, slider, contador de visitas. Cada um cobra seu tempo. Mantenha só o que gera resultado.
  • Hospedagem fraca. O servidor demora para responder antes mesmo de a página começar a carregar.
  • Tema pesado. Modelos prontos que carregam recursos para 50 tipos de página quando você usa três.
  • Elementos que pulam. Imagens e anúncios sem espaço reservado empurram o conteúdo e pioram o CLS.

Ampulheta antiga com areia escorrendo, como o tempo de espera de um site lento.

O que fazer primeiro

Comece pela página que recebe os anúncios ou mais visitas orgânicas. Corrija as imagens, retire scripts que ninguém usa e confira a hospedagem. Se a página de anúncio for o seu site inteiro, talvez seja hora de uma página dedicada e leve, assunto do artigo landing page ou site. E se o site da empresa precisa ser refeito, entenda o que um bom site institucional deve ter.

Perguntas frequentes

Qual a velocidade ideal de um site?

O Google recomenda que o maior elemento da página apareça em até 2,5 segundos, que a página responda a toques em até 200 milissegundos e que o layout quase não se mova, com CLS de até 0,1, medidos com usuários reais.

A velocidade do site influencia as vendas?

Os dados indicam que sim. Num teste A/B com páginas idênticas, a versão mais rápida da Vodafone gerou 8% mais vendas. Um estudo da Deloitte também observou mais conversões quando sites móveis ficaram 0,1 segundo mais rápidos.

Como medir a velocidade do meu site?

Use o PageSpeed Insights, ferramenta gratuita do Google. Cole o endereço da página, veja primeiro o resultado de celular e confira as métricas LCP, INP e CLS, priorizando os dados de usuários reais quando aparecerem.

Site lento atrapalha o Google Ads?

Sim. Você paga pelo clique mesmo que a pessoa desista antes de a página carregar, e o Google considera a experiência na página de destino um dos componentes do Índice de Qualidade dos anúncios de pesquisa.

O que mais deixa um site lento?

Os vilões mais comuns são imagens muito pesadas, excesso de plugins e scripts, hospedagem fraca e temas carregados de recursos que não são usados. Corrigir as imagens costuma ser o primeiro passo com maior efeito.

Resumo

  • A velocidade do site tem efeito medido em vendas: 8% a mais no teste controlado da Vodafone.
  • A Deloitte observou conversões maiores com apenas 0,1 segundo a menos no celular.
  • Cerca de metade dos visitantes desiste de um site móvel que demora mais de 3 segundos, segundo o Google.
  • As metas são LCP até 2,5 s, INP até 200 ms e CLS até 0,1.
  • Comece pelas imagens, pelos scripts e pela página que recebe anúncios.

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