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Marketing para clínicas: como atrair pacientes seguindo o CFM

Marketing para clínicas sem medo do CRM: o que a Resolução CFM 2.336/2023 libera, o que proíbe e como anunciar no Google e no Instagram do jeito certo.

Capa do artigo Marketing para clínicas e o CFM, com arcos rosa e ciano sobre fundo escuro.

Muita clínica ainda anuncia como se fosse 2011: com medo de mostrar preço, de postar foto do consultório e de fazer anúncio pago. Enquanto isso, a concorrência aparece no Google e no Instagram.

As regras mudaram. Desde março de 2024 vale a Resolução CFM nº 2.336/2023, que substituiu a antiga 1.974/2011. Ela liberou bastante coisa e deixou claro o que continua proibido.

Médica sorridente de jaleco branco conversando com uma paciente dentro de um consultório.

Foto: National Cancer Institute / Unsplash

O que a resolução do CFM permite

A mudança mais importante: nas redes próprias (site, Instagram, WhatsApp, TikTok, YouTube), a publicidade pode ter o objetivo de formar, manter ou ampliar a clientela. E o médico e a clínica têm o direito de comprar espaço publicitário. Ou seja, anúncio pago é permitido.

Também está liberado (art. 9º):

  • Mostrar o consultório, a equipe e os equipamentos aprovados pela Anvisa.
  • Informar o valor da consulta e as formas de pagamento.
  • Anunciar descontos em campanhas promocionais, sem venda casada nem prêmio.
  • Explicar como marcar consulta, horários, estacionamento e planos aceitos.
  • Divulgar resultados comprováveis de tratamentos, sem identificar pacientes.

Médico de jaleco branco com os braços cruzados segurando um estetoscópio vermelho.

Foto: Online Marketing / Unsplash

O que todo anúncio precisa mostrar

Aqui mora o erro mais comum. Não é proibido anunciar; é proibido anunciar sem identificação.

Na peça do médico

Nome, número do CRM e a palavra MÉDICO. Se for especialista, a especialidade registrada e o número do RQE (art. 4º).

Na peça da clínica

Nome da clínica com o número de registro no CRM e o nome do diretor técnico-médico com o CRM dele (art. 5º). É ele quem responde pela publicidade da clínica perante o CRM.

No perfil das redes

Esses dados ficam na página principal do perfil. E stories seguem as mesmas regras de um post fixo (art. 6º).

Balcão branco de recepção de uma clínica com a placa Reception iluminada no alto.

Foto: Malcolm Choong 鍾声耀 / Unsplash

Antes e depois: pode, com regras

O antes e depois passou a ser permitido, mas não do jeito que o Instagram está acostumado (art. 14):

  • Precisa de texto educativo com indicações, fatores que influenciam o resultado e complicações descritas na literatura.
  • Mostra um conjunto de casos: evoluções satisfatórias, insatisfatórias e complicações.
  • Nada de edição ou "melhoria" na imagem.
  • O paciente não pode ser identificado, mesmo que tenha autorizado.

Na prática, um carrossel com três fotos perfeitas e a legenda "resultado incrível" continua fora da regra.

O que continua proibido

O art. 11 lista as proibições. As que mais derrubam campanhas de clínica:

  • Garantir, prometer ou insinuar bons resultados. "Acabe com a dor em 7 dias" é promessa.
  • Sensacionalismo e autopromoção, como se atribuir qualidades privilegiadas.
  • Divulgar técnica não reconhecida pelo CFM.
  • Aparecer em listas de "melhor médico" ou "médico do ano".
  • Anunciar consulta gratuita em consultório particular.

Placa vermelha de trânsito com os dizeres Do Not Enter, proibido entrar, numa estrada de terra.

Foto: Tim Mossholder / Unsplash

Atenção ao depoimento: se a clínica repostar a avaliação de um paciente, o post passa a ser dela (art. 8º). E depoimentos precisam ser sóbrios, sem adjetivos de superioridade nem promessa.

Exemplo ilustrativo (não é caso de cliente): uma clínica de dermatologia quer anunciar tratamento de acne. "Pele perfeita em 30 dias, garantido!" promete resultado. "Tratamento de acne com dermatologista. Agende sua avaliação" informa o serviço. Junto, nome do médico, CRM, especialidade e RQE.

Google e Meta têm regras próprias

Seguir o CFM não basta. Cada plataforma tem a sua política.

Saúde está na lista de categorias de interesse sensíveis do Google. Dependendo do serviço anunciado, isso bloqueia públicos escolhidos pelo anunciante, como remarketing e lista de clientes. A campanha de pesquisa, que aparece para quem busca "dermatologista em Moema", continua sendo o melhor ponto de partida. Veja como montar no guia de Google Ads para negócio local.

Celular sobre uma mesa branca mostrando uma página de resultados de busca do Google.

Foto: Edho Pratama / Unsplash

Meta (Facebook e Instagram)

O anúncio não pode sugerir que você sabe da saúde de quem lê. A própria Meta dá o exemplo: "Você tem diabetes?" é reprovado; "Novo tratamento de diabetes disponível" é aceito.

Mão segurando um celular com a pasta de aplicativos de redes sociais aberta, com Instagram, YouTube, LinkedIn e TikTok.

Foto: Berke Citak / Unsplash

Onde o paciente se perde

A clínica gasta para atrair e perde no atendimento. O anúncio leva o paciente ao WhatsApp, e ninguém responde por três horas. Ele marca na concorrente.

Antes de aumentar a verba, confira três coisas:

  • Quem responde o WhatsApp e em quanto tempo.
  • Se a página do anúncio tem os dados do art. 4º e do art. 5º.
  • Quantos contatos viraram consulta. Sem isso, você não sabe qual anúncio funciona. Veja como medir o resultado do tráfego pago.

Médica de jaleco e óculos falando ao telefone enquanto usa o notebook na mesa do consultório.

Foto: Vitaly Gariev / Unsplash

E se a clínica for odontológica, de fisioterapia ou de psicologia? Aí vale a regra do conselho daquela profissão, não a do CFM. Na dúvida sobre uma peça médica, a resolução garante o direito de consultar a Codame do CRM do seu estado.

Perguntas frequentes

Clínica pode divulgar o preço da consulta?

Pode. A resolução permite informar o valor da consulta e as formas de pagamento, e anunciar descontos em campanhas promocionais, sem venda casada nem prêmio.

Médico pode fazer anúncio pago no Instagram e no Google?

Pode. Comprar espaço publicitário é um direito previsto na resolução. O anúncio segue as mesmas regras de identificação e as proibições de qualquer peça.

Posso postar antes e depois de paciente?

Pode, com finalidade educativa: texto explicativo, casos com resultados bons e ruins, sem edição e sem identificar o paciente.

Quem responde se o anúncio da clínica sair errado?

O diretor técnico-médico responde pela publicidade da clínica perante o CRM. Por isso, vale ele aprovar as peças antes de irem ao ar.

Quer anunciar a sua clínica sem dor de cabeça?

Conheça o nosso trabalho de tráfego pago. Fale com a gente e mande um print dos seus anúncios atuais: respondemos, sem compromisso, o que ajustar para atrair pacientes dentro das regras.

Próximo passo

Quer conversar sobre as suas campanhas?

Conte o objetivo, a verba que faz sentido e o que já foi testado. A conversa é no WhatsApp, direto com o especialista.

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